• Franciscanos do RS

O ROSÁRIO COMENTADO - PARTE 1



INTRODUÇÃO

0.1 Origem e sentido do Rosário

A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 junto aos mosteiros dos monges beneditinos. Os monges rezavam os 150 salmos. Os leigos, que na maioria absoluta não sabia ler, rezavam então 150 Pai nossos. Com o passar dos tempos passaram a ser também 150 Ave Marias.

Na sua forma atual a Igreja recebeu o Rosário em 1214, dado de forma milagrosa, a São Domingos, fundador dos dominicanos. Foi-lhe dado como uma arma milagrosa para a conversão dos hereges e outros pecadores daquele tempo. Desde então sua devoção propagou-se com incríveis e milagrosos resultados. Um momento muito incrível foi a vitória dos cristãos, em menor número, em 1571 contra os muçulmanos. Foi uma numa batalha marítima em Lepanto, Grécia.

A palavra Rosário significa 'Coroa de Rosas'. A cada Ave Maria rezada entrega-se como que uma rosa a Maria. Ao concluir-se 150 Ave Marias é como se fosse entregue a Maria uma coroa de rosas. Na oração do Rosário medita-se a história da salvação, ou seja, os mistérios da alegria, da ação de Jesus aqui na terra, do sofrimento e da glória de Jesus e Maria. Por isso ele é considerado uma oração perfeita.

O Rosário é uma oração simples, humilde como Maria. É uma oração que podemos fazer junto com ela, a Mãe de Deus. Habituou-se a falar do Rosário como um terço. Isso porque o terço é um terço do Rosário, ou seja, são 50 Ave Marias. Cinquenta para cada os mistérios da alegria, cinquenta para os mistérios da dor e um terço para os mistérios da glória. Depois da introdução dos mistérios jubilosos pelo Papa João Paulo II, o Rosário passou a ter 200 Ave Marias.


0.2 Aspectos teológicos

"Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, enviou Deus o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob a Lei, para remir os que estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção filial" (Gl 4,4-5).

Paulo, com esta frase, quer chamar atenção para o novo que estava iniciando. Nesta frase encontra-se a passagem de um momento da história para outro. Deus, através da encarnação de seu Filho, nascido em um momento histórico, ou seja, de uma humanidade que estava ou sob a Lei (normas, preceitos) ou sob a idolatria, inicia agora uma caminhada para um novo momento histórico onde Jesus vem mostrar um novo modo de ser e de agir que libertaria a humanidade da submissão à Lei e à idolatria tornando possível a humanidade chegar a ser adotada como filha de Deus. A Lei, segundo Paulo, significava a observância de normas, preceitos, regras, leis apenas exteriores. Observando-as, mesmo sem amor, achava-se que se aproximava de Deus, ou até, era uma forma de, através dos méritos dessa observância, poder barganhar com Deus, ou seja, negociar com Deus. Jesus, assumindo a condição humana sob esse modo de ser e agir dos homens de então, quer levá-los a dar um salto qualitativo em suas vidas, agora sob um novo modo de ser e um novo modo de agir espelhado na pessoa do próprio Jesus, ou seja, através de um novo nascimento, chegar à condição de filhos de Deus. Nesse novo modo de ser e agir, não está mais a Lei como norma, regra, preceitos, mas a Torá, que é a "auto-revelação de Deus e revelação daquilo que Deus quer que o homem seja e faça" (Davies: Paul and Rabbinic judaism).

Nos mistérios do rosário, construídos em quatro blocos de cinco mistérios cada, se medita os mistérios da história da salvação iniciada por Jesus. Em cada bloco se medita m conjunto de dados sobre a história da salvação. Nos mistérios gozosos medita-se os fatos relacionados com a infância de Jesus. Nos mistérios luminosos, medita-se fatos relacionados com a vida pública de Jesus. Nos mistérios dolorosos medita-se os fatos relacionados com a paixão e morte de Jesus. Nos mistérios gloriosos medita-se os mistérios da Ressurreição, Ascensão, Pentecostes ou vinda do Espírito Santo, Assunção de Maria e sua coroação como Rainha do céu e da terra. São mistérios relacionados com a Igreja e que tem consequências na vida de cada cristão ainda hoje. Esta é uma reflexão feita do ponto de vista bíblico.


Frei Romano Dellazari, ofm


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