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SANTA CLARA DE ASSIS

Santa Clara

Clara silenciosa Palavra de vida pela Igreja

Clara Favarone de Ofreducio nasceu em Assis – Itália. Seus pais se chamavam Favarone e Hortolana e suas irmãs Catarina e Beatriz. Aos dezoito de março de 1212, com dezoito anos de idade, Clara de coração fervoroso abandonou casa, cidade e familiares, e foi acolhida por São Francisco e os frades na Capela de Santa Maria da Porciúncula, berço da Ordem franciscana, dando início em 1212 à Ordem das Irmãs Pobres (Clarissas).
Clara de Assis “que desejava fazer de seu corpo um templo só para Deus aconselhada por São Francisco estabeleceu-se na Igreja de São Damião. Neste lugar Clara fixou a âncora do seu espírito como em um porto seguro. São Damião tornou-se assim uma interpretação da missão dela e de suas filhas para todos os séculos, lá a chama do Evangelho foi nutrida pela chama da caridade; a caridade silenciosa, humilde, paciente, privada de esplendor e de sucessos externos; a caridade que não entende fazer qualquer coisa por si, mas deixa fazer o outro, o Senhor; a caridade que se abre sem medo e sem reservas a Seu operar e é condição de toda a evangelização. Naquele lugar

tão singelo, Clara e suas irmãs, alegremente viveram os louvores do Senhor, enclausuradas, em Santa Unidade e em Altíssima pobreza, partilhando a mesma inspiração divina.” De 1212 até a sua morte aos sessenta anos de idade, no dia 11 de agosto de 1253, Clara fez de sua vida um hino de louvor ao Senhor e restituiu multiplicado o talento recebido, amando “Aquele que totalmente se deu por seu amor”. As últimas palavras que Clara disse antes de sua morte são uma síntese de toda a sua caminhada espiritual: “Vós Senhor sede bendito por me haverdes criado.”

Em sua vida Santa Clara iluminou seu século; após sua morte não cessa de atrair atrás de si inumeráveis seguidoras. As clarissas de todo o mundo caminham até Deus guiadas por sua luz. Vivem na Igreja segundo a forma de vida do Santo Evangelho que é o próprio Cristo. Em fraternidade e pobreza realizam na clausura esta vocação evangélica que não as afasta das relações com as pessoas, mas pela decisão de viver junto ao Senhor nasce uma liberdade profunda na qual estão incluídos homens e mulheres de todos os tempos e lugares. Diariamente as Irmãs Clarissas elevam a Deus orações, preces, intercessões e louvores; e completam o trabalho evangelizador dos Frades, dedicando-se totalmente a humildade do trabalho de suas mãos e da oração. Enquanto os filhos de São Francisco em sua união com Cristo tem como claustro o mundo, as Clarissas encontram em seu Mosteiro o seu claustro como sinal de extrema pobreza, como sinal visível da sua permanente união com Cristo esposo.

O dia de uma irmã Clarissa

A Irmã Clarissa “graças à encarnação, vive já no tempo de Deus, e escreve sua pequena história neste tempo “habitado”; não podemos apropriar-nos dele, mas somente vivê-lo como uma graça, percebendo ali uma Presença e restituindo-o a Quem no-lo deu. Viver este ritmo sereno de tempo significa viver na respiração profunda de Deus, sem pressa ou precipitação, sem lamúrias ou fugas na ação, sem “consumi-lo” avidamente ou deixar-se consumir, levar e “estressar” por ele. Viver no tempo de Deus, percebendo sua epifania em cada pequeno acontecimento, em cada gesto quotidiano. 

Quando se vive no tempo de Deus o próprio silêncio se torna palavra viva, que “informa” e transforma a dinâmica dos gestos quotidianos.

A vida da Irmã Clarissa emana da Liturgia das Horas “que é a oração de louvor e petição, é a oração da Igreja com Cristo e a Cristo.”

Ao levantar, rezamos a primeira oração do dia: o Ofício de Laudes;
Após o Ofício de Laudes, meditamos a Palavra do Senhor no Evangelho do dia;
Após a meditação, rezamos o Ofício de Leituras;
Terminado o Ofício, tomamos o café da manhã;
Após o café, Adoração Eucarística comunitária seguida do Ofício de Terça;
Após as orações, o Santíssimo Sacramento fica exposto, e cada irmã tem o seu horário de Adoração. Iniciam-se as atividades.
Após os trabalhos, rezamos o Ofício de Sexta, terminado o Ofício, as irmãs dispõem de horário livre para exercícios espirituais e físicos; após o almoço seguem-se os serviços domésticos e o tempo livre para descanso;
Após o descanso, rezamos o Ofício de Noa, terminado o Ofício de Noa, as Irmãs têm o seu horário de estudo;
Após os estudos e trabalhos, a comunidade se reúne para fazer leitura espiritual; rezamos o Ofício de Vésperas seguido da oração do terço; às 18:00h é celebrada a Santa Missa em nossa capela. Após a Santa Missa nos reunimos para última refeição; seguida do recreio, após o recreio nos reunimos para o Oficio de Completas; terminada a oração, nos recolhemos para o repouso noturno.

Bênção de Santa Clara

O senhor Todo-Poderoso vos abençoe; 
volte para vós os Seus olhos misericordiosos,
e vos dê a Sua paz! Amém.

Derrame sobre vós as Suas graças em abundância,
e no céu vos coloque entre os Seus santos! Amém.

Que o Senhor esteja sempre convosco,
e que vós estejais sempre com Ele! Amém.

Clarissas – Segunda Ordem Franciscana

Francisco, além de fundar a 1ª Ordem Franciscana (masculina), foi também o fundador da 2ª Ordem Franciscana, conhecida também por Ordem de Santa Clara, abrindo assim a vivência do ideal franciscano para o ramo feminino. A primeira religiosa franciscana foi a jovem Clara Offreduccio, mais tarde chamada de Santa Clara de Assis, jovem de família nobre, e admiradora de Francisco desde que o conhecera como “Rei da Juventude”, pelas ruas e festas de Assis. Passou a admirá-lo mais ainda, quando se tornou um inflamado pregador da alegria e da paz, da pobreza e do amor de Deus, não só através de palavras, mas com o exemplo de sua própria vida.

 

Era isso precisamente o que almejava a jovem Clara. Não estava satisfeita com os esplendores do palácio de sua família, nem com o sonho do futuro enlace principesco ao qual seus pais a estavam encaminhando. Sonhava com uma vida mais cheia de sentido, que lhe trouxesse uma verdadeira felicidade e realização. O estilo de vida dos frades a atraía cada vez mais.

Depois de muitas conversas com Francisco, aos 18 de março de 1212 (Domingo de Ramos), saiu de casa sorrateiramente em plena noite, acompanhada apenas de sua prima Pacífica e de outra fiel amiga, e foi procurar Francisco na Igrejinha de Santa Maria dos Anjos, onde ele e seus companheiros já a aguardavam.

Frente ao altar, Francisco cortou-lhe os longos e dourados cabelos, cobrindo-lhe a cabeça com um véu, sinal de que a donzela Clara fizera a sua consagração como Esposa de Cristo. Nem a ira dos seus parentes, nem as lágrimas de sua mãe conseguiram fazê-la retroceder em seu propósito. Poucos dias depois, sua irmã, Inês, veio lhe fazer companhia, imbuída do mesmo ideal. Alguns anos após, sua mãe, Ortulana, juntamente com sua terceira filha Beatriz, seguiu Clara, indo morar com ela no convento de São Damião, que foi a primeira moradia das seguidoras de São Francisco.
As Irmãs Clarissas vivem um estilo de vida contemplativa, sendo enclausuradas. Quer dizer que não têm, normalmente, uma atividade pública no meio do povo, dedicando-se mais à oração, à meditação e aos trabalhos internos dos mosteiros, estando disponíveis a atendimentos e orientações pessoais.

Com o correr dos anos, rainhas e princesas, juntamente com humildes camponesas, ingressaram naquele convento para viver, à luz do Evangelho, a fascinante aventura das Damas Pobres, seguidoras de São Francisco, muitas das quais se tornaram grandes exemplos de santidade para toda a Igreja.

As Irmãs Clarissas vivem um estilo de vida contemplativa, sendo enclausuradas. Quer dizer que não têm, normalmente, uma atividade pública no meio do povo, dedicando-se mais à oração, à meditação e aos trabalhos internos dos mosteiros.