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Santo Antônio, padroeiro da Custódia, da Terra Santa.

Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, no ano de 1195 e morreu nas vizinhanças da cidade de Pádua, Itália, no dia 13 de junho de 1231. De nome Fernando, muito jovem ingressou na Ordem dos Cônegos Regulares, fazendo seus estudos filosóficos e teológicos em Coimbra, onde é ordenado sacerdote.


No ano de 1220, São Francisco envia em missão à Marrocos, cinco Frades, os quais serão os primeiros mártires da Ordem Franciscana. Como em Marrocos havia uma colônia portuguesa, esses missionários passam por Coimbra, hospedando-se no eremitério de Santo Antão dos Olivais, dos Cônegos Regulares, onde vivia o então Dom Fernando de Bulhões, que se encanta com a alegria e a liberdade desses jovens missionários, futuros mártires, que irão operar a “conversão” de Dom Fernando, Cônego Regular Agostiniano, à Ordem Franciscana, passando a chamar-se de Fr. Antônio dos Olivais e futuramente, Santo Antônio de Pádua, de Lisboa, de Coimbra, do mundo inteiro, como afirma para Leão XIII em 1895.


Santo Antônio entra na Ordem Franciscana com o desejo da missão além-mar, de ir entre os Sarracenos no espírito profético e ecumênico que nascera em seu coração, do testemunho de São Francisco e dos Protomártires da Ordem Franciscana. No ano de 1220 parte Antônio em Missão a Marrocos, mas devido a sua saúde, é obrigado a retornar para a Europa, e, providencialmente uma tempestade leva o barco a Sicília e dali a tantos lugares, pregador e anunciador do Evangelho, levando muitas almas ao Senhor.


Santo Antônio é o protetor especial e oficial da Custódia da Terra Santa, tendo os frades uma especial devoção ao santo ao longo de toda sua história, mas torna-se oficialmente seu Padroeiro no dia 13 de junho de 1920.



Durante o período da Primeira Guerra Mundial, em 1914, chegou a ordem de expulsão e deportação de todos os europeus, dentre os quais 23 frades (Franceses, Belgas, Ingleses e Poloneses). Materiais de trabalho e de missão foram confiscados para as necessidades da guerra. O Convento São Salvador tornou-se uma verdadeira oficina de guerra. Soma a tudo isso, no ano de 1915, uma devastadora invasão de gafanhotos.

A situação era grave. Todos os religiosos da Palestina foram obrigados a abandonar suas residências, indo morar nas dependências da Custódia da Terra Santa. Os santuários corriam risco de abandono e as dívidas aumentavam grandemente. Em 1917 dois frades franciscanos, falsamente acusados de receberem cartas do Egito, foram arrastados com correntes em volta do pescoço à prisão em Damasco. No mesmo ano, o presidente custodial e seu discretório são obrigados a ir em exilio para Damasco. Os Franciscanos mais uma vez correm risco de serem obrigados a abandonar a Terra Santa.

Em meio a tantas dificuldades foi que os Frades da Custódia buscaram auxilio e proteção em Santo Antônio, realizando três Tríduos. Os muçulmanos rezavam pela vitória da Alemanha, os Judeus pela destruição da Russia e os Cristãos pela paz e pelo fim da Guerra. Todas as missas, exceto aquelas vinculadas a “legados” específicos, foram rezadas para que o Senhor tocasse o coração de Djemal Pasha (Ministro da Marinha do Império Otomano) e o fizesse desistir da decisão tomada.


Assim, ao final de 1917, os turcos estavam em retirada, mas queriam levar como reféns os líderes religiosos (Patriarcas, Bispos, o Superior da Santa Custódia com seu Conselho, os Gregos, os Armênios e o grande Rabino). A Deus os frades se dirigiram, pela intercessão do santo dos milagres ao final do terceiro dia de orações do terceiro tríduo, chega, sorridente, o Governador Turco de Jerusalém, trazendo a notícia que recebera um telegrama do Sultão o qual revogara a ordem de exílio em relação aos beneméritos padres franciscanos.


Passado este período difícil, a 12 de junho de 1920, com um Ato Discretorial, foi proclamado Santo Antônio Patrono da Custódia. Em 13 de junho de 1920, com muitos religiosos franciscanos presentes, na Igreja do Convento São Salvador, a Custódia da Terra Santa é consagrada a Santo Antônio de Pádua, diante do altar do santo, declarando-o patrono e protetor da mesma. O ato solene foi repetido em todos os conventos e casas da Custódia. (fontes: Revista Terra Santa Ed. 31 e “O Santo do Dia” de Dom Servilio Conti).


Santo Antônio não chegou pessoalmente à Terra Santa, mas está presente nessa missão. Não se tornou mártir, mas o Senhor o fez Santo dos Milagres, presente em todo o mundo.


Acompanhe as vésperas da festa de Santo Antônio (ano 2019) no Convento São Salvador (Clique Aqui) , e acompanhe as vésperas deste ano onde completam-se 100 anos da consagração da Custódia a intercessão de Santo Antônio (Clique Aqui) louvor a Deus por todos os benefícios que concede a seus filhos que n’Ele esperam e confiam.

Acompanhe igualmente a retrospectiva das celebrações do mês de maio: Primado de Pedro, o primado do AMOR; Pentecostes e o nascimento da Igreja no Cenáculo – Monte Sião, a Basílica da Dormição de Nossa Senhora, Ain Keren, a visita da alegria. Paz e bem!


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Frei Paulo André Maia – Comissário da Terra Santa no RS

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