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NATAL: A FESTA DA FRATERNIDADE UNIVERSAL

Atualizado: 29 de Dez de 2019



Tomás de Celano, biógrafo de S. Francisco de Assis, escreve como S. Francisco queria que fosse celebrado o Natal: “ Queria que, nesse dia, os pobres e esfomeados fossem saciados (cf .1Sm 2,5) pelos ricos e que aos bois e aos burros fossem concedidos ração e feno mais do que de costume. Até disse: Se eu pudesse falar com o imperador, pediria que promulgasse esta lei geral: que todos que puderem joguem pelas ruas trigo e outros grãos, para que nesse dia tão solene tenham em abundância até os passarinhos, e, principalmente, até as irmãs cotovias” ( 2 Cel 200).

A Solenidade do Natal é, Para S. Francisco, uma festa de confraternização universal. Primeiro, das pessoas entre si. Os pobres e esfomeados devem ser saciados. Neste dia ninguém deve passar fome. Saciar os pobres e famintos significa um gesto de fraternidade, de solidariedade, de compaixão. Promover a fraternidade implica no cuidado dos irmãos, principalmente, dos pobres e excluídos. A existência da pobreza e fome é sinal de uma brecha que separa. É preciso ser o bom samaritano: Ver, Parar, Compadece-se e Cuidar e Servir. Em segundo lugar, deve ser uma festa também com as outras criaturas: o boi, o burro, os passarinhos que também são criaturas de Deus. Trata-se de uma festa ecológica. A casa comum é habitada por uma porção de criaturas que também precisam do cuidado e da ternura. Aqui podemos incluir todas as criaturas: os rios, as matas e flodrestas, água, os peixes etc. No Presépio vemos bois, burros, ovelhas.

Por que S. Francisco entendeu a Festa do Natal como uma festa fraterna? Porque neste dia Deus se fez nosso irmão. Tomás de Celano escreve também que “ S. Francisco tinha um amor indizível à Nossa Senhora porque ela tornou nosso irmão o Senhor da Majestade ( 2Cel 198 ). E o próprio Francisco, quando meditava sobre este mistério exclamava: ‘ Como é santo, como é querido, agradável, aprazível, humilde, tranqüilizador, doce e sobre todas as coisas desejável ter um tal irmão que entregou sua vida por suas ovelhas”( EpFid II, 53 ). Em Jesus de Nazaré Deus se irmanou com a humanidade e deu-nos a dignidade de sermos chamados irmãos e irmãs do Filho de Deus. Nosso Deus é apaixonado pela humanidade. Por isso fez-se gente para que a gente pudesse ser mais gente. Sendo mais irmãos e irmãs dele, construímos o lar dele entre nós.

A Festa do Natal é missão de cada um de nós. Em tempos de exacerbação do individualismo, somos chamados a sermos fraternos e promover a fraternidade. O caminho é Jesus, nosso irmão.


Frei Inácio Dellazari OFM

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