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  • Franciscanos do RS

32º DOMINGO DO TEMPO COMUM

PISTAS HOMILÉTICO-FRANCISCANAS



Leituras: 2Mc 7,1-2.9-14; Sl 16; 2Ts 2,16-3,5; Lc 20,27-38

Tema-mensagem: Deus de vivos e não de mortos

Sentimento: gratidão


Introdução:

O homem é um ser histórico. Mais que ligado ao tempo, pertence ao tempo, é tempo. Por isso, tem suas raízes no passado ao qual deve toda a sua existência e ao qual, portanto, deve também, ser muito grato. A partir do seu passado, floresce e cresce no vigor da graça do presente que o abraça e o ama com paixão. E, assim iluminado pela luz do seu passado e abrasado pelo fogo do seu presente – esperançoso - projeta-se para o futuro em busca do sentido de sua origem e de seu fim. Neste sentido, o homem tem começo, mas não tem fim, ou melhor seu fim está para além do seu passado e do seu presente, para além de sua morte. É o mistério da Vida, da Vida eterna ou da ressurreição dos mortos de que nos fala Jesus no Evangelho deste domingo.


1. Deus de vivos e não de mortos (2Mc 7,1-2.9-14)

Para a celebração de hoje, a Igreja escolheu o evangelho da conhecida controvérsia dos saduceus com Jesus acerca da ressurreição dos mortos: Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição e o interrogaram...

1.1.A questão das questões

Os saduceus, eram uma espécie de seita dentro do povo de Israel, cuja característica principal era a de não crerem na ressurreição dos mortos, na vida eterna. Por isso, comodistas, mesquinhos e fechados unicamente na satisfação de seus interesses particulares, pouco lhes importava a situação dos outros, sua fome, suas doenças e necessidades. Para eles, crer numa vida depois da morte era coisa de criança, de pessoas ingênuas, um empecilho para gozar esta vida tão breve; uma espécie de ópio que nos impede de sermos felizes. Foi dentro e a partir desta visão materialista-hedonista, e ainda com o intuito de ridicularizar aquele mestre simplório de Nazaré, que se dirigiram e perguntaram a Jesus: Mestre, Moisés deixou-nos escrito: se alguém tiver um irmão casado e este morrer em filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão...

Na verdade, o problema colocado pelos saduceus, deixando de lado sua malícia, não era apenas uma questão, mas a questão de todas as questões: qual o sentido da presença do homem no tempo, no mundo, na história, bem como qual o sentido, o fim de toda a criação?

1.2. O modo da Vida eterna

A resposta de Jesus se move em duas direções: a verdade e o modo da ressurreição, da vida após morte.

Jesus, mais que rejeitar a visão pueril dos saduceus, procura conduzi-los para dentro de uma visão mais profunda e real da vida mostrando-lhes o modo ou como é a vida aqui, na terra e depois da morte, no céu: Nesta vida os homens e as mulheres casam-se, mas os que foram julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura... serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus.

Além do mais e também, Jesus evita entrar em detalhes, pois de nada adiantaria muitas explicações acerca da vida futura uma vez que se trata de uma “novidade”, uma graça do além, que ultrapassa todos os nossos conhecimentos e medidas. Só a haveremos de compreender no dia em que chegarmos a ela. Por isso, e por enquanto, basta o essencial e despertar em seus ouvintes o desejo por “merecê-la”. A esse respeito dirá mais tarde o Apóstolo: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou o coração humano, o que Deus tem preparado para aqueles que O amam (1Cor 2,9).

Em outras palavras, as grandes, belas e admiráveis maravilhas com as quais Deus nos enche de alegria, prazer e gozo neste mundo são quase um nada, uma simples sombra de tudo quanto Deus desde a eternidade está nos preparando para o futuro.

Para vislumbrar, ainda que de longe, o gozo da vida eterna, a Sagrada Escritura, principalmente Jesus Cristo, sempre usa a imagem da festa do casamento. Mesmo assim, quando esta se concretiza no mais elevado grau de perfeição, de alegria, satisfação, deleite e bem estar sensual, moral e espiritual, não passa de um esboço, uma nuvem, da alegria, do deleite e do júbilo do casamento divino que se dará na vida eterna. Tudo isso porque então o nosso encontro com o nosso Criador, que nos criou à sua imagem e semelhança, com o nosso Pai que nos escolheu e amou desde toda a eternidade, com o nosso Esposo que por nós se entregou até a morte e morte de Cruz, não será mais através de sinais ou imagens, mas “corpo a corpo”, “olho no olho”. Por isso, São Paulo escreve: Este é um mistério grandioso. Refiro-me, contudo, à união entre Cristo e sua Igreja (Ef 5,31-33).

Segundo São Paulo, todos as experiências de felicidade, alegria, amor que brotam dos nossos encontros, até mesmo com Deus, que provamos e festejamos neste mundo – mesmo os mais elevados – não se comparam com a experiência de gozo que nos está reservada quando estivermos com Deus e em Deus. E este é o sentido primeiro e último de toda a criação e de toda a história.

Aqui os homens e as mulheres se casam, mas na vida futura não poderão morrer, nem se casar porque serão iguais a anjos, serão filhos de Deus. Da esfera terrestre, passaram para a esfera, o “mundo” de Deus. O que era sombra, imagem se tornou realidade: anjos, filhos de Deus. Por isso, se estão definitivamente com seu único e verdadeiro esposo porque ou como poderiam casar com alguém que não passa de uma simples sombra ou imagem!?

A ressurreição não é, portanto, uma simples revivificação de um cadáver como acontecera com a ressurreição de Lázaro ou passagem de uma vida terrena defeituosa para uma vida melhorada. É, antes uma nova criação, uma novidade de vida de tamanha doçura que aos seus pés o deleite do melhor de todos [DF1] os casamentos ou encontros fica ainda na sombra. Desfaz-se, assim e inteiramente, a pergunta dos saduceus. Sua pretensão de garantir no céu uma esposa para ser feliz não faz nenhum sentido.

Todo este mistério nos é oferecido e comunicado por e em Jesus Cristo, o Filho de Deus e o Filho do Homem que viveu nossa condição humana até morte e morte de Cruz e que ressuscitado dos mortos nos abriu a caminho para que nós também, com Ele, por Ele e como Ele, possamos comungar da intimidade mais amorosa de seu e nosso Pai.

1.3. Deus dos vivos o fato de todos os fatos

A resposta de Jesus não se baseia na ciência, mas na fé nascida da experiência das inúmeras iniciativas que Deus ao longo da história foi encetando a fim de procurar um povo para si, que fosse só Dele, um Povo eleito, com o qual pudesse estabelecer uma Aliança de fé, um matrimônio sagrado e eterno. Este seu desejo começou a se esboçar pelo encontro e com a Aliança com os santos patriarcas Abrão, Isaac e Jacó.

Ora, se continuamos invocando esses santos homens como nossos antigos pais, bem cm todos os nossos antepassados, diz Jesus, é porque realmente estão vivos diante de Deus e não mortos; enraizados na Origem, na Fonte de todas as criaturas, de toda a vida. E para esta fé nada melhor do que a autoridade de Moisés, o maior de todos os profetas: Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor de “o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó...”.

Na visão da fé, e isso é de fundamental importância para a questão levantada pelos saduceus, não é possível que sobreviva toda uma descendência, todo um povo, sem a sobrevivência do seu pai, no caso, Abraão. Daí a grande conclusão de toda esta catequese: Deus não é um Deus de mortos, mas de vivos, pois todos vivem para Ele. Também poder-se-ia dizer: Todos vivem Nele, com Ele e para Ele.

Por isso, de acordo com esta revelação não pode haver morte. Deus não seria fiel a si mesmo. Não dá para imaginar, muito menos crer num Deus que depois de criar suas criaturas com tanto cuidado, amor e dedicação, depois de dar-lhe seu Filho muito querido até a morte e morte de Cruz, agora fique assistindo e se comprazendo com a morte delas. Neste caso, em vez de um Pai teríamos um verdugo. A verdade é o contrário, como o decanta de modo admirável e tocante São Francisco:

Tu és o saminto, Senhor Deus único,

Que fazes maravilhas

Tu és o forte,

Tu és o grande,

Tu és o Altíssimo,

Tu és o rei onipotente,

Tu, Pai santo, o Rei do Céu e da Terra,

...

Tu és o bem, todo o bem, o sumo bem

Senhor Deus vivo e verdadeiro

...

Tu és a nossa vida eterna: grande e admirável Senhor,

Deus onipotente, misericordioso Senhor, (LDA)


2. Uma antiga lenda acerca da ressurreição dos mortos (2Mc 7,1-29.14)

A argumentação de Jesus acerca da necessidade da ressurreição dos mortos encontra certo paralelismo, muito expressivo, na primeira leitura da missa deste Domingo: a antiga lenda dos sete irmãos com a mãe que morreram para testemunhar a fé e a esperança na vida futura.

O Antigo Testamento, além de falar muito pouco acerca da ressurreição dos mortos, quando isso acontece, o faz de modo muito vago. Todos os israelitas acreditavam que depois da morte, os justos iriam se reunir com seus antepassados no “scheol” onde gozariam de uma certa sobrevivência, um tanto desbotada, sem consistência; uma sobrevivência passiva, sem o mínimo de participação ou responsabilidade como se pode ler nesta passagem: Salva-me, Senhor por teu amor, porque entre os mortos não há quem se lembre de ti. Quem te louvará na morada dos mortos? (Sl 6,6).

A leitura da missa de hoje, porém é diferente. Fala da ressurreição de modo muito expressivo e claro. Estamos diante de uma história verdadeiramente real, não evidentemente, no relato dos fatos, mas no testemunho de uma fé, de uma esperança, de um entusiasmo por Deus de um pequeno resto de israelitas. Por isso, a falta de dados concretos como o lugar do martírio, do nome dos irmãos, do rei, etc. significa que o interesse do autor não é apresentar uma história, mas uma lenda, um exemplo a ser seguido na fidelidade a Deus através da observância da Lei, mesmo quando, para tal, se tenha que sofrer os duros golpes de chicotadas e a própria morte como o fizeram, certamente, muitos israelitas, simples, pobres e humildes, sem nome.

Neste sentido, a esperança na ressurreição futura vem expressa com vigor e clareza nesse pronunciamento do segundo irmão, prestes a dar o suspiro final: Tu, ó malvado, nos tiras desta vida presente. Mas, o rei do Universo nos ressuscitará para uma vida eterna, a nós que morremos por suas leis.

Mais contundente ainda é o testemunho do quarto irmão que, estando quase a expirar, disse: Prefiro ser morto pelos homens tendo em vista a esperança dada por Deus, que um dia nos ressuscitará. Para ti, porém, ó rei, não haverá ressurreição para a vida.

A lógica desta fé é muito simples. A Lei que Deus deu a Moisés é diferente das leis dos poderosos deste mundo. Pois, além de ser uma lei de amor e não de poder, de libertação e não de dominação, era a presença do próprio Deus no meio de seu Povo. Por isso, a arca que continha as tábuas da Lei era sagrada. Nela os judeus sempre viam a presença de seu Deus que os acompanhava na caminhada em busca da Terra prometida. Assim, amar, respeitar a Lei e morrer por ela era respeitar, amar e dar a vida pelo próprio Senhor. E quem dá a vida por Ele morre Nele, isto é, continuará vivendo Nele. Eis o sentido da ressurreição dos mortos, isto é, daqueles que morrem em Deus, com Ele e por Ele. Esta mesma lógica será atualizada em toda a sua plenitude com os seguidores de Cristo. Dar um copo d’água a alguém por amor Dele ou morrer com Ele, por Ele e Nele é morrer para si a fim de viver para a vida eterna. Ou como dirá São Paulo: Aguardo com ansiedade e grande esperança, que em nada serei decepcionado; pelo contrário, com toda a intrepidez, tanto agora como em todos os dias, Cristo será engrandecido no meu corpo, seja durante a vida, ou mesmo na hora da morte (Fl 1,20).

3. Uma conciliação eterna e uma feliz esperança (2Ts 2,16-3,5)

Na segunda leitura, se proclama, hoje, um trecho da segunda Carta aos Filipenses. Paulo continua rezando pelos seus irmãos (Cf. 2Ts 1,11-2-2). Uma falsa tensão escatológica os impedia de enfrentar com coragem e fé as adversidades e perseguições do dia a dia. Paulo, procura protege-los contra a boataria acerca do imediato retorno de Jesus Cristo. Baseados na promessa que o próprio Senhor havia feito aos seus discípulos (Não vos deixarei órfãos. Vou, mas voltarei a vós) (Jo,14,18), alguns fiéis estavam espalhando o boato de que o retorno de Jesus era iminente, questão de dias, meses ou anos. E, além de voltar em breve, viria para acabar com os perseguidores da Igreja e levar seus eleitos para junto de si.

Paulo, volta a insistir que o acento da promessa de Jesus acerca de sua volta não está na data. Pois, em verdade, acerca disso Ele não deu nenhuma dica, pois ela pertence ao Pai e não a Ele. Sua exortação, antes, é de que devemos estar atentos, vigilantes, com os rins cingidos prontos para, como bons administradores dos bens de seu Senhor, poder abrir a porta quando viesse e batesse. O foco dessa promessa não é, pois a data e sim a fé, a certeza, a confiança de que o cristão não está sozinho em sua luta pelo Reino e que assim como Ele, o Filho, foi sustentado pelo Pai até a morte na Cruz, também eles, os seu seguidores, em suas tribulações, serão amparados pelo seu Senhor. Por isso, Paulo reza: Que Nosso Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou em sua graça e nos proporcionou uma consolação eterna e feliz esperança, animem vossos corações e vos confirmem em toda a boa obra e palavra.

Por isso, a expectativa do fim e do juízo próximos de que fala Jesus no Evangelho não devem jamais ser pretexto para a ociosidade escandalosa (Cf. 2Ts 3,11) nas estimulo para uma vida cristã mais digna, cheia de boas obras.

O ritmo normal da vida de um cristão ou de uma comunidade cristã não se desenrola sobre os trilhos do medo, muito menos da fuga ou tristezas, mas ao contrário da alegria, fé e esperança. Por isso, pede que rezem por ele, não para ele ou para o bem-estar pessoal dele, Paulo, mas para que a Palavra do Senhor seja divulgada e glorificada. Isto é, que a Palavra siga seu curso, pois eles, os pregadores são apenas (!) os anunciadores e não os donos daquela palavra divina que irrompe de graça no coração dos seus ouvintes. Neste cotidiano, Paulo sabe muito bem que à exemplo do Mestre também seus discípulos devem ter muito presente que terão de viver rodeados de adversários. Por isso reza para que sejamos livres dos homens maus e perversos, pois nem todos tem a fé; que, a exemplo de seu mestre, saibam manter-se simples como a pomba, mas ao mesmo tempo, prudentes como a serpente. Por isso, Paulo conclui: o Senhor nos dá a certeza de que vós estais seguindo e sempre seguireis as nossas instruções.


Conclusão

A pergunta dos saduceus a Jesus esconde a questão fundamental acerca do fim ultimo de toda a história da humanidade e de cada um de nós. Viver, trabalhar, lutar, fazer festa, sofrer e morrer por que ou para quem?

Entre os que deram uma resposta admirável a esta questão temos São Francisco de Assis. Repetindo São Paulo, depois de uma vida assentada na busca de uma alegria baseada nos prazeres e nos bens fugazes deste mundo, fez de Cristo crucificado o “Tudo” de sua Vida, e do Evangelho o caminho da “Perfeita Alegria”. Por isso, na hora de sua morte, este sentido pôde ser vislumbrado por muitos frades e leigos:

Brilhava nele uma representação da cruz e da Paixão do Cordeiro imaculado, que lavou os crimes do mundo, parecendo que tinha sido tirado havia pouco da cruz, com as mãos e os pés atravessados pelos cravos e o lado como que ferido por uma lança. Contemplavam sua pele, escura em vida, brilhando de alvura, e confirmando por sua beleza o prêmio da bem-venturada ressurreição (1C 112).

Ao contrário de alguns cristãos do primeiro século que faziam da mensagem escatológica um argumento para a fuga de suas responsabilidades político-sociais do seu tempo; ao contrário dos saduceus para os quais os bens deste mundo teriam um sentido apenas imediato e para uma satisfação hedonista, a Igreja sempre proclamou que não apenas os homens, mas também a criação toda são chamados para tomar parte do Reino dos Céus, da Vida eterna, da Ressurreição dos mortos, como o descreve muito bem nosso Papa Francisco:

No fim, encontrar-nos-emos face a face com a beleza infinita de Deus (cf.1 Cor13, 12) e poderemos ler, com jubilosa admiração, o mistério do universo, o qual terá parte conosco na plenitude sem fim. Estamos a caminhar para o sábado da eternidade, para a nova Jerusalém, para a casa comum do Céu. Diz-nos Jesus: «Eu renovo todas as coisas» (Ap 21, 5). A vida eterna será uma maravilha compartilhada, onde cada criatura, esplendorosamente transformada, ocupará o seu lugar e terá algo para oferecer aos pobres definitivamente libertados.

Na expectativa da vida eterna, unimo-nos para tomar a nosso cargo esta casa que nos foi confiada, sabendo que aquilo de bom que há nela será assumido na festa do Céu. Juntamente com todas as criaturas, caminhamos nesta terra à procura de Deus, porque, «se o mundo tem um princípio e foi criado, procura quem o criou, procura quem lhe deu início, aquele que é o seu Criador». Caminhemos cantando; que as nossas lutas e a nossa preocupação por este planeta não nos tirem a alegria da esperança.

Deus, que nos chama a uma generosa entrega e a oferecer-Lhe tudo, também nos dá as forças e a luz de que necessitamos para prosseguir. No coração deste mundo, permanece presente o Senhor da vida que tanto nos ama. Não nos abandona, não nos deixa sozinhos, porque Se uniu definitivamente à nossa terra e o seu amor sempre nos leva a encontrar novos caminhos. Que Ele seja louvado! (LS 243-245).


Fraternalmente,

Marcos Aurélio Fernandes e Frei Dorvalino Fassini

[DF1]

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