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I.
ORDEM DOS FRADES MENORES - PRIMEIRA ORDEM
São
Francisco de Assis - Padroeiro da I Ordem

Após
a conversão, pouco a pouco, ao redor de
Francisco se forma um grupo disposto a viver
toda essa experiência de comunhão com o
mistério de Deus que se lhe revelava. Jovens
de Assis, na Itália, vão pelo mundo afora
como andarilhos, mas vivendo a experiência
de fraternidade. Tudo e todos passam a ser
sentidos como irmãos e irmãs, pois o frade
não é mais senhor de nada e de ninguém.
"Essa
pobreza de itinerantes e mendigos será vivida
pelos frades em estreita comunhão com Cristo
que não tinha uma pedra onde reclinar a
cabeça e que vivia também da generosidade
dos que lhe davam hospedagem..." (Leclerc).
A
Ordem Franciscana foi criada como uma Ordem
de Irmãos, que assumiam a missão de viver
e pregar o Evangelho. Não era uma Ordem
Clerical (Ordem composta por sacerdotes),
como outras que já existiam. O próprio Francisco
não quis ser sacerdote e os primeiros frades
também não tinham esse objetivo.
Desde
o início, porém, como mostra a história
de Frei Silvestre, houve o ingresso de alguns
sacerdotes já formados, que desejavam ser
franciscanos. Algum tempo depois, sobretudo
quando Santo Antônio, professor de Teologia,
ingressou na Ordem, passou a ensinar Teologia
aos frades e alguns deles passaram a se
ordenar sacerdotes.
Mais
tarde, devido principalmente às necessidades
da Igreja, a maioria dos frades passou a
se ordenar. Mas até hoje, dentro da ordem
Franciscana, convivem como irmãos, em igualdade
de condições, frades sacerdotes e não sacerdotes
(estes chamados outrora de irmãos leigos,
por não serem sacerdotes), cada um exercendo
a sua função.
Esse
é, sem dúvidas, um dos aspectos mais belos
da Ordem criada por São Francisco.
Mais
tarde, a Ordem se dividiu em três ramos:
Ordem dos Frades Menores (OFM), Capuchinhos
(OFMCap) e Conventuais (OFMConv).
Os
termos "franciscanismo" e "franciscano"
não reclamam profundos conhecimentos das
evoluções linguísticas para revelarem sua
origem. Atrás deles, esconde-se o nome FRANCISCO,
que no caso vem especificado com o topônimo
de ASSIS.
II. CLARISSAS
- SEGUNDA ORDEM FRANCISCANA
Santa
Clara - Padroeira da II Ordem

Francisco,
além de fundar a 1ª Ordem Franciscana (masculina),
foi também o fundador da 2ª Ordem Franciscana,
conhecida também por Ordem de Santa Clara,
abrindo assim a vivência do ideal franciscano
para o ramo feminino. A primeira religiosa
franciscana foi a jovem Clara Offreduccio,
mais tarde chamada de Santa Clara de Assis,
jovem de família nobre e admiradora de Francisco
desde que o conhecera como "Rei da
Juventude" pelas ruas e festas de Assis.
Passou a admirá-lo mais ainda, quando se
tornou um inflamado pregador da alegria
e da paz, da pobreza e do amor de Deus,
não só através de palavras, mas com o exemplo
de sua própria vida.
Era
isso precisamente o que almejava a jovem
Clara. Não estava satisfeita com os esplendores
do palácio de sua família, nem com o sonho
do futuro enlace principesco ao qual seus
pais a estavam encaminhando. Sonhava com
uma vida mais cheia de sentido, que lhe
trouxesse uma verdadeira felicidade e realização.
O estilo de vida dos frades a atraía cada
vez mais.
Depois
de muitas conversas com Francisco, aos 18
de março de 1212 (Domingo de Ramos), saiu
de casa sorrateiramente em plena noite,
acompanhada apenas de sua prima Pacífica
e de outra fiel amiga, e foi procurar Francisco
na Igrejinha de Santa Maria dos Anjos, onde
ele e seus companheiros já a aguardavam.
Frente
ao altar, Francisco cortou-lhe os longos
e dourados cabelos, cobrindo-lhe a cabeça
com um véu, sinal de que a donzela Clara
fizera a sua consagração como Esposa de
Cristo. Nem a ira dos seus parentes, nem
as lágrimas de seus pais conseguiram fazê-la
retroceder em seu propósito. Poucos dias
depois, sua irmã, Inês, veio lhe fazer companhia,
imbuída do mesmo ideal. Alguns anos após,
sua mãe, Ortulana, juntamente com sua terceira
filha Beatriz, seguiu Clara, indo morar
com ela no conventinho de São Damião, que
foi a primeira moradia das seguidoras de
São Francisco.
Com
o correr dos anos, rainhas e princesas,
juntamente com humildes camponesas, ingressaram
naquele convento para viver, à luz do Evangelho,
a fascinante aventura das Damas Pobres,
seguidoras de São Francisco, muitas das
quais se tornaram grandes exemplos de santidade
para toda a Igreja.
As
Irmãs Clarissas vivem um estilo de vida
contemplativa, sendo enclausuradas. Quer
dizer que não têm, normalmente, uma atividade
pública no meio do povo, dedicando-se mais
à oração, à meditação e aos trabalhos internos
dos mosteiros.
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III.
ORDEM FRANCISCANA SECULAR - TERCEIRA ORDEM
Santa
Isabel da Hungria - Padroeira da III Ordem
Os
franciscanos seculares constituem uma verdadeira
Ordem na Igreja. Não formam um mero movimento
ou associação qualquer. A OFS é uma ordem
reconhecida como tal pela Igreja, que lhe
apresenta uma forma de vida chamada Regra.
Como
tal, ela é acolhida, aceita e abençoada
pela Igreja em todas as partes do mundo.
Ela faz parte da grande Família Franciscana
e contribui para a plenitude de seu carisma.
A
Ordem Franciscana Secular é constituída
por Fraternidades abertas a todos os cristãos
seculares.
Nelas
há lugar para jovens, para casados, viúvos
e celibatários no mundo; para clérigos e
leigos; para todas as classes sociais, todas
as profissões, para todas as raças; para
homens e mulheres. Há lugar para todos porque
se busca viver segundo o Santo Evangelho
como irmão e irmãs da penitência.
O
projeto de vida de todo cristão e especialmente
de todo franciscano secular é o seguimento
da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, conforme
os ensinamentos que nos foram revelados
através do Santo Evangelho. Por isso, "A
Regra e a vida dos franciscanos seculares
é esta: observar o Evangelho de Nosso Senhor
Jesus Cristo, segundo o exemplo de São Francisco
de Assis, que fez do Cristo o inspirador
e o centro de sua vida com Deus e com os
homens" (Rg 4; 1Cel, 18, 115).
A
OFS se articula em Fraternidades de vários
níveis: local, regional, nacional e internacional.
E toda fraternidade, de qualquer nível,
goza de autonomia administrativa, econômica
e financeira. Porém, as fraternidades dos
diversos níveis estão coordenadas e ligadas
entre si segundo a Regra, as CCGG, o ritual
e os estatutos.
As
relações entre a Juventude Franciscana (JUFRA)
e a OFS devem ser marcadas pelo espírito
de uma comunhão vital e recíproca. Por esta
razão, a experiência vivida na Juventude
Franciscana encontra a sua realização natural
na OFS.
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mais: www.ciofs.org/nacio/br.htm
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